Na Suméria, o lápis-lazúli não vinha de lugar nenhum próximo. Toda a pedra usada por reis e sacerdotes percorria mais de duas mil quilômetros, vinda das minas do Afeganistão, numa das rotas comerciais mais antigas que se conhece. Chegava rara, cara, e por isso mesmo reservada ao que era considerado divino.

Guardavam a cor azul pra deuses e pra realeza. Estava nos túmulos de Ur, nas estátuas dos templos, até nos olhos das divindades e devotos, literalmente incrustados na pedra. Ouro e lápis-lazúli, juntos, formavam a combinação mais sagrada da Mesopotâmia.

SVMERIA nasce dessa combinação.
Ouro 14k e lápis-lazúli em cabochão,
a pedra que os deuses guardavam pra si.

Brinco Puabi Brinco Puabi Brinco Puabi

SVMERIA

BRINCO PUABI

R$ 3.497,00

Puabi foi uma rainha suméria enterrada em Ur por volta de 2600 a.C., num dos túmulos mais ricos já escavados na Mesopotâmia. Seu corpo foi encontrado coberto de ouro e lápis-lazúli, incluindo um elaborado toucado e camadas de colares e brincos que hoje estão entre as peças mais estudadas da joalheria antiga.

O brinco retoma essa combinação, a pedra assentada cheia, sem facetas, presa num aro de ouro.

Ouro 14k e lápis-lazúli natural, engastado à mão. Como nenhuma pedra é igual à outra, cada par sai singular do atelier, e será o único daquela forma.

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Anel Inanna Anel Inanna Anel Inanna

SVMERIA

ANEL INANNA

R$ 5.297,00

Inanna era a deusa suméria do amor, da fertilidade e da guerra, uma das divindades mais poderosas e mais antigas de toda a Mesopotâmia. O mito de seu descenso ao mundo dos mortos, onde é despida de cada joia que carrega antes de enfrentar sua irmã Ereshkigal, é um dos textos mais antigos já escritos sobre perda e retorno.

O anel carrega essa mesma pedra que a própria deusa usava, engastada rente ao aro.

Ouro 14k e lápis-lazúli natural, engastado à mão. Como nenhuma pedra é igual à outra, cada anel sai singular do atelier, e será o único daquela forma.

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A ORIGEM

Túmulo da rainha Puabi, Ur
Olho incrustado em lápis-lazúli, arte suméria

Reconstrução do toucado e das joias encontradas no túmulo da rainha Puabi, Ur, por volta de 2600 a.C.

Puabi foi enterrada com um dos ajuares mais ricos já encontrados na Mesopotâmia: um toucado de ouro, colares em camadas de lápis-lazúli e cornalina, anéis e brincos, além de dezenas de servos sacrificados para acompanhá-la na morte.

A escavação, liderada por Leonard Woolley entre 1922 e 1934, revelou uma das primeiras evidências claras de joalheria em ouro trabalhada com essa sofisticação no mundo antigo.

Reconstrução segundo os achados arqueológicos de Ur · Wikimedia Commons

Estátuas votivas sumérias tinham os olhos incrustados com lápis-lazúli e concha. A pedra sagrada, literalmente entalhada no olhar de deuses e devotos.

Inanna, deusa suméria

Inanna, representada com os símbolos que a identificam nos relevos sumérios antigos.

Inanna foi uma das divindades mais cultuadas de toda a Mesopotâmia, associada ao amor, à guerra e ao poder da realeza. No mito de sua descida ao mundo dos mortos, ela é obrigada a entregar uma peça de joia ou vestimenta em cada um dos sete portões do submundo, até chegar completamente despida diante de sua irmã.

É um dos relatos mais antigos já registrados sobre despojamento, morte e retorno à vida.

Representação segundo relevos sumérios antigos · Wikimedia Commons