Os etruscos ocuparam a Itália central entre os séculos IX e I a.C., antes de Roma existir como potência. Falavam uma língua que até hoje não foi totalmente decifrada, enterravam seus mortos com banquetes pintados nas paredes e deixaram poucos textos, mas muito ouro.

Foram os maiores ourives do Mediterrâneo antigo. Dominaram a granulação, técnica de soldar milhares de esferas microscópicas de ouro sobre a superfície da peça, com precisão que só voltou a ser alcançada no século XIX. Quando Roma cresceu, herdou deles o ofício: a joalheria romana nasce da mão etrusca.

ETRVSCA parte dessa herança.
Não das formas apenas, mas do modo de fazer.

Brinco Velia Brinco Velia Brinco Velia

ETRVSCA

BRINCO VELIA

R$ 797,00

Velia é um nome de mulher etrusca, encontrado em inscrições funerárias e em espelhos de bronze gravados. Sabemos pouco sobre elas, mas o suficiente para saber que tinham nome próprio, participavam dos banquetes ao lado dos homens e eram enterradas com suas joias, o que era raro no mundo antigo.

O brinco não tem tarraxa. O arame atravessa a orelha e se apoia, o sistema de fecho mais antigo que se conhece, o mesmo das peças etruscas do século VII a.C.

Prata 950 e pérolas naturais de água doce, assentadas uma a uma à mão. Como nenhuma pérola é igual à outra, nenhum par é igual a outro: cada peça sai singular do atelier, e será a única daquela forma.

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Anel Larthia Anel Larthia Anel Larthia

ETRVSCA

ANEL LARTHIA

R$ 797,00

Larthia é o nome inscrito nos tesouros do túmulo Regolini-Galassi, encontrado em Caere e considerado o achado de ourivesaria etrusca mais importante já feito. Uma mulher enterrada com suas joias, e o nome dela gravado nelas: foi assim que ela atravessou vinte e seis séculos.

A prata não expõe a pérola, abraça. O recorte é irregular e envolve a pedra em parte, como as bullas etruscas, invólucros de metal que guardavam dentro aquilo que importava. O que se protege é o que dura.

Prata 950 e pérola natural de água doce, assentada à mão. Como nenhuma pérola é igual à outra, cada anel sai singular do atelier, e será o único daquela forma.

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A ORIGEM

Túmulo Regolini-Galassi, Cerveteri

O túmulo Regolini-Galassi, em Caere, hoje Cerveteri. Escavado em 1836, permanecia intacto desde o século VII a.C. Na câmara principal estava uma mulher, cercada do enxoval de ouro mais rico já encontrado na Etrúria.

O nome dela estava gravado no serviço de prata: Larthia. Não sabemos se era rainha, princesa ou sacerdotisa. Sabemos que foi enterrada com um peitoral de ouro de quarenta e dois centímetros, dois braceletes com figuras dançantes, colares, brincos e fíbulas trabalhadas em granulação, técnica que exigia soldar milhares de esferas de ouro invisíveis a olho nu.

Vinte e seis séculos depois, o que restou dela é o nome e o que a mão deixou.

Museu Gregoriano Etrusco, Museus Vaticanos